Fazendas históricas e Pólo Logístico Industrial são discutidos durante Plano Diretor

05 de agosto de 2011

As fazendas históricas de Cordeirópolis e o Pólo Logístico Industrial foram colocados em pauta durante a quinta audiência pública, onde o tema era Urbanização (Parcelamento e Zoneamento). Entre as inúmeras propostas que foram encaminhadas entre Executivo, Legislativo e os munícipes, está a preocupação com a preservação das fazendas históricas e o desenvolvimento através das indústrias. Fazendas essas que são: Fazenda do Bosque, São Jerônimo, Fazenda Velha e Santa Thereza, as quais tiveram um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento do município. Para João Augusti, engenheiro florestal pela Esalq/USP, especialista em Gestão Empresarial pela Fundação Dom Cabral, gerente de meio ambiente da Fibria Celulose S/A, pediu propostas nas áreas especiais de interesse histórico. “Cordeirópolis é privilegiada com grandes fazendas históricas e isso deve ser levado em consideração e estudado com muito cuidado”, destacou. Na mesma linha de direcionamento está Mateus Rosada, arquiteto e historiador, que tem por base nos estudos que realizou em diversas fazendas históricas, salientou na importância em preservá-las, onde destacou em especial a Santa Thereza. “Essa fazenda foi uma das maiores produtoras de café da região e possuía características peculiares, como inovações no sistema hidráulico e nos modos de controle de produção e dos trabalhadores”. “Pólo Logístico Empresarial” O crescimento industrial de forma planejada e estruturada, também foi apresentado por Patrícia Vasconcellos. Sua proposta consiste na redução do tamanho da Área Especial de Interesse Industrial a leste da Rodovia Anhanguera (AEII 01). “Hoje ela é aproximadamente do tamanho da área urbana da cidade. Nossa proposta é reduzir para ocupar a margem da Rodovia Anhanguera, possuindo  118 hectares (cada hectare possui 10.000 metros quadrados). Se contabilizarmos esta área (a leste da Anhanguera) e todas as demais áreas ao longo das rodovias Anhanguera, Washington Luiz e Bandeirantes previstas no Plano, teremos 880 hectares apenas de novas áreas para indústrias, ou seja, espaço suficiente para a construção de 17 empreendimentos iguais da Nestlé. Se considerarmos lotes industriais  "grandes" de 15.000 metros quadrados, teremos espaço suficiente para instalar 586 empreendimentos. Isto sem contar que há ainda outras novas e "antigas" áreas industriais no município além destas citadas acima”, explicou Patrícia ao apresentar proposta. Em sua análise, este trecho da Rodovia Anhanguera vem se transformando em um “corredor logístico” que atrai empresas que geram altas divisas e empregos sem poluir o município: tecnologia limpa, sustentabilidade de água, solo, ar, melhor qualidade de vida para a população. Nesta linha, sua segunda proposta pede restrição de uso na área, permitindo apenas empreendimentos não poluentes, focalizando as áreas de logística e distribuição. “O próprio nome do local no Plano Diretor é “Pólo Logístico Empresarial”, mas na versão em discussão do Plano é permitida a instalação de outros tipos de indústrias como: fundições, compostagem e fabricação de adubos, metalúrgica, concreto usinado, entre muitas outras. Como a área é muito valorizada, nossa proposta visa  criar corredores logísticos, com empresas de alto valor agregado, que geram empregos e divisas sem poluir o ar e os mananciais, que são de  classe 2, quer dizer, de ótima qualidade”, justificou. As próximas audiências estão marcadas para os dias: * 11/08 – Meio Ambiente * 18/08 – Assistência Social * 25/08 – Esporte e Lazer; e Cultura, Turismo e Eventos * No dia 08 de setembro, quinta-feira, às 19hs, será apresentação inicial das emendas. A comissão especial do plano diretor que tem como presidente o vereador Alceu Guimarães, a vereadora Fátima Marina Celin como relatora e os vereadores membros, Francisco Assis Mendes, José Antonio Braz da Silva e Marco Antonio Jardini. As dúvidas e sugestões podem ser encaminhadas ao e-mail: planodiretor@camaracordeiropolis.sp.gov.br