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Câmara de Cordeirópolis cuida de seus documentos

20 de fevereiro de 2014

A Câmara Municipal de Cordeirópolis contratou uma empresa para cuidar de seus documentos. Com isso, arquivistas estão colocando em ordem a parte documental da Casa de Leis. O primeiro passo foi separar os papeis. "Arrumamos por data e conjuntos documentais", diz a sócia da empresa Audoc e também arquivista, Luzia Soares. De acordo com ela, foram catalogados documentos de 1948 a 2004. Uma parte dos arquivos está guardada fora do prédio da Câmara Municipal. Encontra-se em um imóvel da municipalidade.
Luzia explica que com o passar do tempo, muitos papeis se perdem. "Alguns documentos estavam fragmentados", fala. Daí a importância de se cuidar de cada um dos documentos. Eles passaram por processo de higienização, limpeza e tratamento. E ainda estão. "É fundamental a preservação dos documentos. Eles são históricos e fazem parte do trabalho da Câmara Municipal de Cordeirópolis", comenta o presidente do Poder Legislativo, José Geraldo Botion (PSDB).
Aos poucos, o arquivo está ganhando uma nova cara. As leis, decretos, emendas, resoluções e a LOM (Lei Orgânica do Município) estão todos separados. O mesmo acontece com as atividades desenvolvidas pelos vereadores de várias legislaturas. Eles são os responsáveis pelas apresentações de ofícios, moções, projetos, requerimentos e indicações. "E tudo isso está à disposição da população. A consulta pode ser feita a qualquer momento", aponta Botion. Os documentos estão arquivados na Câmara (Rua Carlos Gomes, 999, Jardim Jafet).
É sabido que com o tempo, os papeis se deterioram. Por si só, eles sofrem com a acidez. E mais. "As pessoas ao folhearem os documentos, transmitem bactérias. Isso acaba produzindo fungos", explica Luzia. Agora, os conjuntos documentais estão separados por cores diferentes - distribuídos em caixas. Antes, porém, foram cuidadosamente tratados e higienizados.
Ao contratar uma empresa especializada, a Câmara Municipal de Cordeirópolis mostra que existe uma preocupação com a sua história. Diferentemente do que ocorre em outras cidades brasileiras. O país não tem a cultura de preservar a parte documental. "Na França é bem diferente. Lá, eles conseguem até fazer projeções de gastos com base em seus arquivos", cita a arquivista. O papel do historiador, em terras francesas, ganha cada vez mais destaque. No Brasil, essa questão está apenas engatinhando.
Após o processo de organização de seus documentos, o Poder Legislativo estuda a digitalização deles. Mas até que isso aconteça, só o trabalho desenvolvido agora - de separação e limpeza dos papeis - trará uma agilidade ao atendimento das demandas internas e externas.

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