Expectativa agora é pela entrega do laudo
20 de março de 2014
A Justiça realizou, na manhã de hoje, uma vistoria no prédio da Câmara Municipal de Cordeirópolis, que está interditado e lacrado desde agosto de 2012. O trabalho pericial tem como objetivo constatar problemas estruturais. Agora, após a avaliação, o perito judicial, Carlos Alberto de Lima, elaborará um laudo e encaminhará para a Justiça. É ela quem definirá os próximos passos. A análise pericial deve ser concluída em breve. Dentro de 30 dias ou mais. O prazo, no entanto, pode ser estendido.
Além do perito, uma engenheira civil do Ministério Público também acompanhou a vistoria. Várias fotografias foram feitas - principalmente nos ambientes mais comprometidos. E mais. Boa parte dos trabalhos ocorreu no telhado. Dentre os principais problemas estruturais, apontados num relatório elaborado em 2012, estão umidade, mofo, inundações e queda do gesso.
A vistoria durou cerca de três horas e foi acompanhada - além dos representantes da Justiça -, pelos assistentes técnicos das empresas que participaram da construção do prédio do Poder Legislativo, entre os anos de 2007 e 2010. Com os trabalhos periciais espera-se que as empresas, que falharam na execução da obra, sejam responsabilizadas. A construção custou cerca de R$ 4 milhões.
O presidente da Câmara Municipal de Cordeirópolis, José Geraldo Botion (PSDB) aguarda com ansiedade o resultado do laudo. "Tomara que o prédio seja liberado pela Justiça para que possamos executar a reforma. E até mesmo cobrarmos as empresas", disse. Ainda não se sabe o valor dos reparos necessários. "Mas com as economias feitas pela Câmara e com a ajuda financeira da prefeitura temos, sim, condições de abrirmos um processo licitatório para que as falhas existentes no prédio sejam sanadas", comenta.
Com a interdição do prédio, somente o subsolo é ocupado. Nele ficam a presidência e a secretaria do Poder Legislativo. Já os vereadores e seus assessores ocupam um imóvel alugado na Avenida Presidente Vargas, na Vila Nova Brasília. O custo mensal gira em torno de R$ 1,8 mil. As sessões, por sua vez, ocorrem no prédio do CCI (Centro de Convivência do Idoso) "Usvanda Pinto Tamiazo", toda terça-feira à noite. Este espaço é cedido pela administração municipal.