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Vistoria no prédio: laudo é concluído

04 de julho de 2014

Foi entregue na semana passada, no Fórum de Cordeirópolis, o laudo da vistoria realizada no prédio da Câmara Municipal, que está interditado há quase dois anos. Problemas estruturais levaram ao fechamento do imóvel. A interdição foi determinada pela Justiça, após acatar um pedido do Ministério Público. O laudo tem 36 folhas e quatro anexos e foi elaborado por um perito nomeado pela Justiça. O profissional verificou a responsabilidade daqueles que prestaram serviços na construção do novo prédio, principalmente na parte de alvenaria, concreto armado, impermeabilização, estrutura metálica de coberturas, escoamento de águas pluviais, instalações hidráulicas e elétricas, e ainda revestimento.
O laudo pericial foi juntado ao processo, sendo que as partes citadas terão 10 dias para se manifestar. Os pareceres, conforme decisão do juiz Henrique Alves Correa Iatarola, e assinada no dia 30 de junho, devem ser feitos independentemente de intimação. A manifestação cabe aos assistentes técnicos indicados pelas partes.
O trabalho da perícia aponta que "apesar do péssimo estado de conservação, devido ao longo tempo fechado, sem limpeza, e agravado por infiltrações, os danos constatados estão localizados em várias dependências do prédio, e não são de difícil reparação na ótica da engenharia civil". E mais. Ainda, segundo o perito, não foram identificados danos nas estruturas de concreto armado e metálica, na alvenaria de tijolos, dentre outros.
A conclusão é de que os danos estão localizados principalmente no forro, piso do auditório, instalações e pintura das paredes. As origens dos problemas, no entanto, podem ser diversas com "ênfase para a impermeabilização do subsolo, sistema de escoamento de água pluvial, falta de cuidados na manutenção e das instalações sobre a cobertura". De acordo com a análise pericial, houve, sim, irregularidades na construção. E elas provocaram os danos constatados na vistoria.
Também, conforme o laudo, não há trincas na estrutura de concreto armado ou alvenaria. E apesar das irregularidades físicas, o Código de Obras foi obedecido e não foram constatados uso de materiais de má qualidade.

OBRA
O prédio foi construído entre os anos de 2007 e 2010. E a inauguração ocorreu em 30 de dezembro de 2010, e somente em maio do ano seguinte o imóvel foi ocupado. Foram investidos cerca de R$ 4 milhões na obra. A interdição ocorreu em agosto de 2012.
Atualmente, somente o subsolo do prédio é ocupado. Nele funcionam a presidência do Poder Legislativo e a secretaria. Já os vereadores e seus assessores ocupam um imóvel alugado, na Avenida Presidente Vargas. O custo mensal com o aluguel soma R$ 1,8 mil.
Até o momento, a Câmara Municipal de Cordeirópolis não foi notificada pela Justiça.

As informações são baseadas em consulta feita ao processo no Fórum de Cordeirópolis.
 

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