Câmara contrata engenheiro para analisar laudo
10 de julho de 2014
Um engenheiro civil, contratado pela Câmara Municipal de Cordeirópolis, começou a trabalhar hoje. Ele tem a responsabilidade de acompanhar o laudo da vistoria realizada no prédio da Câmara, em março deste ano. O trabalho pericial foi concluído no mês passado e segue em tramitação na Justiça. José Eduardo Caruso fará uma análise da conclusão pericial. Sua contratação é por um período de três meses, e vence em outubro.
Ele explica que seu trabalho resumirá-se ao acompanhamento técnico. "Vou analisar os pareceres e laudos do processo de interdição do prédio", diz. A contratação do profissional se faz necessária, uma vez que a Câmara não dispõe em seu quadro de funcionários de um engenheiro civil. Ele também deve requerer à Justiça autorização para acompanhar "in loco" os problemas estruturais no prédio, os quais são apontados no laudo. O acesso ao imóvel só ocorre com permissão da Justiça.
Conforme o laudo, os danos estão localizados principalmente no forro, piso do auditório, instalações e pintura das paredes. As origens dos problemas podem ser várias, mas, no documento, há "ênfase para a impermeabilização do subsolo, sistema de escoamento de água pluvial, falta de cuidados na manutenção e das instalações sobre a cobertura". Ainda, de acordo com a avaliação pericial, houve irregularidades na construção, as quais provocaram os danos constatados na vistoria. E mais. Não foram verificadas trincas na estrutura de concreto armado ou alvenaria. O perito ainda aponta que apesar das irregularidades físicas, o Código de Obras foi obedecido e não foram constatados uso de materiais de má qualidade.
Em relação às partes citadas no processo, elas terão um prazo para se manifestar. Os pareceres devem ser feitos pelos assistentes técnicos indicados pelas empresas, conforme decisão assinada pelo juiz Henrique Alves Correa Iatarola no dia 30 de junho.
Prédio
O prédio está interditado há quase dois anos. Problemas estruturais levaram ao fechamento da maior parte das dependências do imóvel - somente o subsolo é ocupado atualmente. As sessões acontecem num prédio emprestado pela administração municipal, e os vereadores - juntamente com seus assessores - ocupam um imóvel alugado. O valor do aluguel soma R$ 1,8 mil mensais.
A Câmara Municipal de Cordeirópolis aguarda um posicionamento da Justiça. Por enquanto, não foi notificada. O presidente do Poder Legislativo, José Geraldo Botion (PSDB), afirma que existe uma reserva financeira para executar a reforma, tão logo ela seja autorizada pela Justiça. "O processo deve ser demorado. Como estamos no período eleitoral, não poderemos abrir uma licitação para a reforma. Mas assim que a Justiça se manifestar, autorizando os serviços, há dinheiro em caixa. O nosso orçamento prevê recursos tanto para este quanto para o próximo ano", explica.