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Engenheiro conclui análise do prédio interditado

13 de outubro de 2014

 O engenheiro civil, contratado pela Câmara de Vereadores de Cordeirópolis, em julho deste ano, concluiu a análise do laudo da vistoria feita na sede do Poder Legislativo. Ele entregou o relatório na semana passada e atribui parte do problema à responsabilidade técnica. "Nenhuma obra pode ser iniciada sem um responsável técnico. Isso é obrigação da administração pública, no caso a prefeitura, e da fiscalização do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), que possui atribuições legais, escritórios regionais e estrutura técnico-administrativa para tanto", observa o engenheiro José Eduardo Caruso. 

Ele, no entanto, ao analisar o laudo faz a seguinte observação. "Nos pareceu muito claro que os problemas identificados no local dizem respeito a uma questão de responsabilidade técnica da obra e não da falta de manutenção por parte dos usuários do prédio", cita. E mais. O engenheiro civil afirma que "toda a sujeira encontrada diz respeito a sobras e má execução das obras e instalações e não identificamos sujidades, como, folhas e animais mortos que pudessem indicar alguma falta de manutenção por parte dos usuários do prédio."
Caruso, que foi contratado pela Câmara por um período de três meses, também relata na análise dos documentos que os problemas de vazamentos não são de responsabilidade dos usuários. E em relação às telhas, o engenheiro sugere que as telhas comuns sejam trocadas, pois não é possível o reaproveitamento delas. Ele ainda orienta a Câmara a buscar cópias de vários documentos envolvendo a construção do prédio, o qual foi inaugurado em dezembro de 2010. Foram gastos cerca de R$ 4 milhões na obra.
Por fim, o profissional sugere que o melhor caminho é dar continuidade à recuperação e reforma do prédio visando a sua plena utilização. "A reforma só poderá ser realizada quando a Justiça autorizar. Por enquanto, as partes envolvidas no processo estão apresentando suas defesas. Desde a vistoria, a Câmara não foi mais indagada. E quando houver a liberação para reforma, nós temos um valor reservado. No orçamento do próximo ano existe uma reserva de aproximadamente R$ 500 mil", fala o presidente do Poder Legislativo, José Geraldo Botion (PSDB).  
Interdição
 Vale lembrar que a vistoria feita em março deste ano, pela Justiça, apontou que os danos estão localizados principalmente no forro, piso do auditório, instalações e pintura das paredes. As origens dos problemas podem ser várias, mas, no documento, há "ênfase para a impermeabilização do subsolo, sistema de escoamento de água pluvial, falta de cuidados na manutenção e das instalações sobre a cobertura". E houve, sim, irregularidades na construção, as quais provocaram os danos constatados na vistoria.
O prédio está interditado há dois anos (desde agosto de 2012). Problemas estruturais levaram ao fechamento da maior parte das dependências do imóvel - somente o subsolo é ocupado atualmente. As sessões acontecem num prédio emprestado pela administração municipal, e os vereadores - juntamente com seus assessores - ocupam um imóvel alugado. O valor do aluguel soma R$ 1,8 mil mensais.  
 

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