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Vereadores participam de reunião no Gaema

08 de janeiro de 2015

Vereadores de Cordeirópolis participaram, na manhã de hoje, de uma reunião na sede do Gaema (Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente), órgão ligado ao MPE (Ministério Público Estadual). O encontro ocorreu em Piracicaba e serviu para tratar das medidas compensatórias das nascentes e cabeceiras que precisam ser reflorestadas no município. Esta não é a primeira vez que os vereadores Fátima Marina Celin (PT), José Geraldo Botion e Odair Peruchi - ambos do PSDB - participam de reunião no Gaema. Eles têm acompanhado de perto as medidas discutidas para conter a degradação do corpo hídrico, o qual necessita ser recomposto. "Analisaremos o que fazer em relação à Bacia do Cascalho", disse o promotor, Ivan Carneiro Castanheiro.
A recomposição da bacia terá a contribuição de empresas locais - principalmente grupos cerâmicos, os quais foram representados na reunião. Existe uma preocupação com a mata ciliar local. "A cobertura florestal de Cordeirópolis é de apenas 1,18%, e isso precisa ser melhorado. Uma cobertura mais ampla beneficiará a qualidade de água e, com certeza, protegerá as nascentes", aponta o promotor do Gaema. "Cordeirópolis não tem reserva legal", falou o também promotor, Pérsio Ricardo Perrella Scarabel. Ele atua no Fórum de Cordeirópolis.
Na oportunidade foi apresentado um plano diretor de recomposição florestal da bacia hidrográfica do Ribeirão Tatu.  A apresentação foi feita por uma empresa contratada pela Prefeitura de Cordeirópolis, a qual deve iniciar as obras no dia 10 deste mês. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos dentro de quatro meses, e, de acordo com a administração municipal, haverá uma "priorização da preservação da APP (Área de Preservação Permanente) e da área de drenagem das nascentes".
A recuperação, na avaliação da vereadora Fátima, deve ser discutida com grupos representativos. "É importante chamar as associações para que elas possam acompanhar todo o processo", defende. Vale lembrar que a Bacia do Tatu abrange outras três cidades, além de Cordeirópolis. São elas: Araras, Santa Gertrudes e Limeira. E mais. A recuperação do Tatu consta de uma determinação judicial e sua recomposição é de responsabilidade do município, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 10 mil.
Odair e Botion classificaram o encontro como produtivo. Para eles, essa discussão aberta - entre o Ministério Público, poderes Executivo e Legislativo e ainda empresas locais - é fundamental para a preservação e recuperação florestal. "A reunião possibilita o debate entre os setores envolvidos. Também ajuda na preservação do meio ambiente, e principalmente de nossas nascentes", comentaram.
 Além dos vereadores, ainda participaram da reunião os assessores parlamentares Telma Oliveira dos Santos e Ubiratan Herber.
 

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