Após publicação, próximo passo é vistoriar o prédio
02 de março de 2015
Agora, sim, o prédio da Câmara Municipal de Cordeirópolis está liberado. A liberação foi publicada, hoje, no Diário Oficial do Estado. A decisão, no entanto, era conhecida desde a semana passada. O presidente do Poder Legislativo, David Bertanha (PPS) conta que o primeiro passo é realizar uma vistoria no prédio, e, em seguida, abrir uma licitação visando a contratação de uma empresa especializada, que elabore um projeto. Só assim serão conhecidos quais os serviços necessários para que o imóvel possa ser novamente ocupado.
A maior parte das dependências da Câmara foi interditada em agosto de 2012. E desde, então, não há ocupação. Somente o subsolo foi liberado para uso, e é nele que funcionam a presidência da Casa, a secretaria e a área financeira. Os vereadores e seus assessores ocupam um imóvel alugado pelo Poder Legislativo. O gasto com aluguel é de aproximadamente R$ 2 mil/mês. As sessões, por sua vez, ocorrem num prédio emprestado pela administração municipal. Os parlamentares reúnem-se, semanalmente, no CCI (Centro de Convivência do Idoso) "Usvanda Pinto Tamiazo".
Apesar de aguardar a elaboração do projeto para reforma do imóvel, Bertanha - baseado numa vistoria realizada pela Justiça no ano passado - tem noção do que terá que ser feito, para que o prédio possa vir a ser novamente ocupado pelos vereadores e funcionários. "Sabemos que o laudo pericial apontou danos principalmente no forro, piso do auditório, instalações e pintura das paredes. Mas também não é novidade que um imóvel quanto mais tempo fica fechado, mais problemas ele acumula. Desde a interdição não houve manutenção, pois o acesso não era permitido. Então, mais danos podem ser encontrados agora. Mas vamos aguardar a vistoria e a execução do projeto", comenta.
Conforme divulgado na semana passada, a Justiça liberou o prédio. Porém, enfatiza que o "pedido é para levantamento da interdição, sendo que o local somente poderá ser utilizado após regular aprovação pelos órgãos competentes". Ou seja, a liberação total só irá ocorrer quando a reforma for executada. Ainda não existe uma data definida. "A nossa meta é iniciar o quanto antes as obras. Mas as etapas dependem de licitação, e isso é um processo demorado", comenta o presidente da Câmara.