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25 de julho, Dia da Mulher Negra

22 de julho de 2015

A Lei Municipal nº 2.795, de 3 de março de 2012, instituiu o 25 de julho como "Dia de Ignes de Oliveira Cassiano" e também da "Mulher Negra". Nesta data, comemora-se ainda o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, para dar visibilidade , reconhecimento à presença e à luta das mulheres negras nesse continente.
Dona Ignes de Oliveira Cassiano, nasceu em 13 de novembro de 1914, na cidade de Anápolis (SP). Descendente de escravos, aos 10 anos foi “dada” ao patrão para trabalhar na casa da fazenda como babá ou mãezinha, como era chamada a tarefa na época. Morando em casa de famílias, perdeu-se dos seus familiares, reencontrando-os somente na vida adulta.  Aos 22 anos, casou-se com o ferroviário Jose Cassiano.
Dedicou sua vida à promoção das pessoas, incentivando-as a conquistarem sua autonomia e  cidadania. Na década de 60, criou ao lado de sua casa, na Rua Sete de Setembro, 335, um albergue onde acolhia os moradores de rua, idosos e mulheres vítimas de violência. Com o passar dos anos, não podendo mais cuidar das pessoas, incentivou a construção do Asilo Santa Inês.
Em 1967, resistente à discriminação da época, quando os negros eram barrados na entrada do Cordeiro Clube, ela foi à luta, adquiriu um terreno, arrecadou o material de construção e através de regime de  mutirão foi construído o Clube Princesa Isabel, aberto a todos.
Dona Ignes cuidou e foi cuidada. E no dia 19 de agosto de 2010, ela morreu, deixando um grande exemplo de vida, de perseverança e de resistência, principalmente de amor. Por isso, o dia 25 de julho “Dia de Ignes de Oliveira Cassiano e da Mulher Negra”, tem o objetivo de fortalecer a referência de solidariedade, de resistência à exclusão e à discriminação.
Neste ano, da realização da Conferência Municipal das Mulheres, que seja um marco para a ampliação de ações de fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, principalmente no combate à violência e promoção da autonomia e da cidadania. E certamente seguindo o exemplo de dona Ignes.

Fátima Marina Celin
Vereadora (PT)


 

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