O Poder Legislativo participou, nesta tarde, da abertura da Semana de Mobilização contra a Dengue. O evento, sob a coordenação da secretária municipal de Saúde, Kelen Rampo Carandina, serviu para mostrar a realidade do município. Foram reveladas as ações de combate ao mosquito transmissor da doença - o Aedes aegypti -, sintomas e os números confirmados até o momento. Cordeirópolis de julho do ano passado até junho deste ano, notificou 924 casos, sendo que 637 foram confirmados. A maioria deles (607) de origem autóctone - ou seja, a contaminação ocorreu na própria cidade. Houve ainda registro de uma morte. "Para a área de epidemiologia, o ano/dengue começa em julho", explicou a secretária.
O presidente da Câmara Municipal, David Bertanha (PPS) e a vereadora Fátima Marina Celin (PT) acompanharam a abertura do evento. E colocoram o Legislativo à disposição da administração local no combate à dengue. Um dos problemas para eliminar os criadouros do mosquito é a resistência de muitos moradores. De 8.142 imóveis, 2.774 estavam fechados e, portanto, não puderam ser vistoriados pelos agentes de saúde. São feitas anualmente seis visitas domiciliares. "Esse ano está muito diferente. Temos notado que a participação do povo é pequena. A resistência está maior", falou Kelen. Daí a necessidade de se intensificar as atividades de prevenção para evitar a proliferação do mosquito.
Em Cordeirópolis, atualmente o vírus em circulação é o tipo 1. Mas em anos anteriores foram detectados os tipos 3 e 4. "É importante sabermos qual circula, pois assim são conhecidas as chances de retransmissão da doença", alerta a secretária. Além da dengue, outras duas doenças - e com sintomas semelhantes - têm deixado as autoridades da saúde em alerta: zika e chikungunya.