Serviços da Câmara mudam de local
25 de novembro de 2015
Hoje, alguns setores da Câmara Municipal de Cordeirópolis passaram a funcionar em novo endereço. A mudança ocorre em função de, em breve, o prédio passar por reforma e também apresentar condições inadequadas. Estão no novo local a presidência, secretaria, área financeira e assessoria de imprensa. Desde agosto de 2012, os funcionários desses departamentos trabalham no subsolo do prédio. "Por questões de saúde e bem-estar, os servidores não podem mais continuar onde estão", cita o presidente do Poder Legislativo, David Bertanha (PPS).
As condições são precárias. Além de conviver com a umidade (as paredes estão com mofo) e frequentes alagamentos (salas inundadas e água da chuva passando pelos fios elétricos), os trabalhadores ainda encontram pouco espaço físico para exercer suas funções. Recentemente, foi feito um laudo técnico, o qual apontou problemas. "O subsolo está inapropriado. Se os funcionários continuarem trabalhando nele, poderão apresentar problemas respiratórios ou qualquer outro tipo de doença. Uma das questões que nos preocupam é o mofo", comenta o presidente. Ele lembra que antes de alugar um outro imóvel pediu a realização do laudo. O resultado do mesmo pode ser consultado. Ele está disponível na secretaria da Câmara.
A casa alugada está localizada na rua Carlos Gomes, nº 597. O aluguel mensal será de R$ 3,3 mil. E, de acordo com o contrato, o valor não será reajustado dentro do período de um ano. "Até lá esperamos estar ocupando as dependências da Câmara Municipal, as quais serão reformadas em breve. Assim, queremos. Bom seria se não precisássemos arcar com mais um gasto. Só que não temos outra alternativa", fala David. Vale lembrar que a primeira licitação - para execução do projeto de arquitetura - já foi concluída. A empresa vencedora da licitação (Valente Sistemas Construtivos Ltda) já entregou o projeto.
Vereadores e assessores
Os problemas estruturais que resultaram na interdição do prédio da Câmara, em agosto de 2012, dividiram os serviços - ocupação do subsolo; sessões no prédio do CCI (Centro de Convivência do Idoso), que é emprestado pela administração municipal; e casa alugada para os vereadores e seus assessores - com exceção da presidência. O imóvel localizado na avenida Presidente Vargas tem um custo mensal de R$ 1.917,99. "Se essa casa não fosse alugada, o trabalho dos vereadores ficaria impossível. Totalmente inviável", diz o presidente. O subsolo - ocupado atualmente - não tem espaço para acomodar os parlamentares e seus assessores.
Os alugueis deixarão de ser pagos tão logo a reforma do prédio seja feita. Estima-se um valor de R$ 1 milhão para que a Câmara volte a ser ocupada em sua totalidade. Como consta do edital de licitação, a empresa responsável pelo projeto terá a função também de fiscalizar a obra e incluir os reparos apontados pelo Caex (órgão atrelado ao Ministério Público) e pela perícia judicial. A liberação para reforma foi dada em fevereiro deste ano, quando foi publicada a desinterdição. No entanto, a ocupação só poderá ocorrer no momento em que todas as falhas forem sanadas.